Aprender a jardinar – Parte I

Ter um jardim bem cuidado que se possa orgulhar nem sempre é uma tarefa fácil dado ao quotidiano agitado que uma agenda apertada sempre obriga. Por vezes sentimos um pouco de inveja dos jardim tratados pelo jardineiros, onde estes colocam todo o seu tempo, amor e dedicação às flores e árvores.

Inicialmente aprendíamos a tratar de plantas com ensinamentos vindos da casa dos nossos avós e as visitas aos hortos. Hoje em dia os tempos mudaram e mudaram também a forma como comunicamos: há mais blogs sobre jardinagem, revistas, programas de televisão e páginas nas redes sociais.

Mas com tanta informação disponível porquê que as plantas ainda morrem? Porquê que adoecem? Tenho as mesma plantas que a minha amiga mas comigo elas amarelam.

O segredo é simples: É a pessoa que tem de se adaptar ao jardim e não a jardim a pessoa.

Não adianta quer ter um relvado verde e fresco se não tem tempo para cortar e ao recursos hídricos (poços ou furos) para regar.
Não adianta quer petúnias todas as estações senão as comprar todas as estações.
Não adiantar quer ter amores-perfeitos no verão.
Há o ciclo natural das plantas que deve ser repeitado e tempo disponível para se dedicar.

Vamos por partes:

1º – Saber onde irá ficar o jardim para tirar o máximo partido do sol e das sombras
Nas traseiras da casa?
Nos corredores à volta da casa ou só na frente da casa?

2º – Que tipo de jardim quer?
Um jardim tipo inglês com roseiras, alecrim, bougainvillias, lavandas e hydrangeas ?
Um jardim tipo zen com bambus, ácer, pedras e gravilhas?
Um jardim com relvado para o miúdos podem brincar?
Um jardim de fruteiras para tirar máximo de partido dos frutos e da sombra no verão?
Um jardim vertical com suculentas?
Uma horta familiar?

3º – Orçamentos – Planeie bem o seu jardim
As plantas não são seres estáticos ou seja, mudam consoante as estações do ano e há tarefas que devem ser feitas (adubações, podas e regas) para que a sua sobrevivência não entre em causa. Há que ter a noção de quanto custa aquisição das plantas e de todos os materiais assim com a sua manutenção (quanto custa por dia em horas e euros para tratar do jardim). E é neste item que muitos jardins falham. Quando compramos as plantas vemos o seu máximo vigor e beleza e com entusiamo esquecemos de nos questionar se aquela planta se adapta ao nosso estilo de vida. Para isso aconselhe-se sempre com os funcionários dos hortos e opte por plantas de médio porte. Para além de serem mais em conta na sua aquisição se morrem ou ficarem feias o custo de aquisição perdido será menor.

4º – Tenha atenção às necessidades da planta
Assim como nós temos necessidades básicas as plantas também tem as suas necessidades que precisam de ser compreendidas quer pela sua fisiologia, quer pela poda de crescimento e desenvolvimento, por adubação e tratamentos contra pragas e doenças. Com o passar das estações irá sentir-se mais confortável em manipular as plantas e, muitos exemplares podem ser replicadas (por estacaria ou mergulhia) para outros sítios valorizando assim a sua aquisição.

5º – Use mas com moderação os acessórios de jardim

Colocar pedras grandes e rusticas num canteiro de difícil acesso num jardim pode ser uma solução até porque, se temos dificuldade em lá chegar também temos dificuldade em tratar das plantas. Usar gravilha para evitar o crescimento de ervas daninhas e com esta desenhar uma forma. Colocar pequenos pontos de luz para que de noite o jardim ganhe vida e alma. Usar painéis decorativos para estrutura de uma trepadeira, ocultar um espaço ou simplesmente vedar do vento. Usar vasos suspensos ou de terracota para criar

O jardim tem de ser um lugar relaxante, agradável e divertido mas por vezes torna-se num pesadelo, um encargo e uma obrigação.
Esta primeira publicação é um guia simples e eficaz que uso quando tenho de planear um jardim.

Espero que tenham gostado, sigam as próximas publicações e deixem a vossa mensagem sobre o tema.

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