Ambiente, pragas e segurança alimentar

Esta semana tivemos 3 marcos importantes: o dia mundial do meio ambiente, o dia internacional do controlo de pragas e o dia mundial da segurança alimentar.

Mas qual é a importância destes 3 setores; porquê o destaque e como se relacionam. Primeiro: como vivemos num sistema fechado tudo que vai é tudo que volta, por isso mais cedo ou mais tarde teremos os benefícios ou malefícios das nossas ações.

Atualmente são constantes as campanhas de sensibilização, ações de proteção, iniciativas de reciclagem e limpeza de terrenos e praias. Mas com tantas medidas e coimas já aplicadas porquê que ainda vemos junto da comunicação social notícias de poluição do ar, os plásticos no mar, rios contaminados e solos agrícolas devastados?

Quando deixamos caí uma simples garrafa plástica esta para além de demorar centenas de anos a ser decomposta, obstrui os ralos das ruas, acumula lixo ou potencia cheias. O que era uma simples garrafa de plástico, que pode ser reciclada e dar origem a outro objeto, é muitas das vezes descartada, acumula-se e o mundo onde vivemos torna-se um monte de resíduos.

E o que acontece quando há um aumento de resíduos recicláveis (ou não) num espaço tão pequeno? Há a proliferação de pragas.

Estas pragas tanto podem ser urbanas como o caso dos roedores, rastejantes ou microrganismos como as pragas agrícolas como os picadores sugadores na sua maioria estimulados pelo desequilíbrio ambiental. Daí a importância da data e o esclarecimento relativo às pragas.

O aumento da globalização, a acelerada urbanização, o turismo e o comércio potencializaram a adaptabilidade destes pequenos seres a novos meios. E, por isso, vemos todos os dias casos de doenças causadas por mosquito, carrapato e roedores, tais como zika, febre amarela, dengue e malária. Deste modo, há que estabelecer metas de redução populacionais destas espécies e proteger a saúde pública através de metodologias científicas e profissionais.

Com o meio ambiente em desequilíbrio e o aumento de pragas serão seguros os alimentos que comemos?

O que consumimos provém de reações bioquímicas entre planta, solo e do meio envolvente, daí a importância da sustentabilidade do meio ambiente e o controlo de pragas desde o campo até à mesa.

Todos os locais onde contactam direta ou indiretamente com os alimentos são alvo de inspeções periódicas com finalidade de se provar a sua conformidade. Por outras palavras para haver segurança alimentar há que discriminar meticulosamente a sua rastreabilidade a montante e a jusante. Como foi produzido? Em que circunstâncias? Análises ao solo? Análises à água? Registos de caderno de campo? Uso consciente dos agroquímicos ou a sua substituição? Métodos de colheita e Transporte? Controlo de temperaturas? Processamento? O tempo de prateleira? Etc…

São muitas questões que simulam cenários para diminuir a incidência de contaminações que devem revistas de forma assertiva. Mas para ter alimentos seguros é necessário tomar medidas em relação ao meio ambiente e ao controlo de pragas. E cada um de nós por dia contribuísse para um meio ambiente mais saudável?

Ou seja,

· reciclagem de materiais, vidro, papel, plástico, pilhas;
· compostagem de resíduos orgânicos e a consequente adubação orgânica no solo.
· uso de eficiente da água de rega com programadores eficientes
· práticas agrícolas sem o uso exclusivo de fitofármacos de síntese,
· consociação e rotação de culturas,
· métodos biológicos e biotécnicos para a proteção de culturas,
· limpezas de terrenos e aproveitamento da biomassa,
· preservação de espécies auxiliares e plantas hospedeiras,
· consumo de alimentos da época vendidos diretamente ao produtor para reduzir a cadeia de transportes e emissão de gases ou na mercearia tradicional;
· lavagem de frutas e legumes com água e vinagre principalmente se forem consumidos em gru;
· Limpeza dos frigoríficos com água oxigenada; temperatura a 4ºC e organização por categorias de forma a verificar os prazos de validade e promover uma melhor refrigeração.
· Limpeza da casa do lixo e do caixote do lixo com bastante regularidade para não haja contaminantes;
· Integridade dos materiais e ventilação da despensa ou do armário de arrumação
· Lavagem de panos de cozinha com frequência para que não haja acumulação de microrganismos.
Etc etc etc

As ações são diversificadas e os seus resultados fazem toda a diferença quando pelo menos uma vez por dia mudamos os nossos “maus hábitos” em prol do ambiente promovendo a segurança alimentar e controlando as pragas.

Não é por mero acaso que estas 3 vertentes são celebradas na mesma semana. É para que tínhamos então a consciência que elas estão co-relacionados e interligadas e um pequeno desequilíbrio tem consequências graves no futuro.

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